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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Representantes de Pontos de cultura reivindicam em Brasília

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, pediu a compreensão e a parceria da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura para dar continuidade às ações do Programa Cultura Viva e buscar soluções aos impasses gerados pelo atraso no pagamento dos editais do setor. O apelo foi feito no final da tarde desta quarta-feira (25), durante um encontro que manteve com o segmento, no plenário da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.
Eles entregaram à ministra um documento contendo as principais reivindicações do movimento e manifestaram preocupação com o posicionamento da Advocacia Geral da União (AGU) em relação aos editais Agente Cultura Viva e Agente Escola Viva, que devem ser cancelados. Quantos aos  Pontões de Cultura, também citados no documento, a secretária Marta Porto já informou que novos convênios só serão realizados em 2012.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ana de Hollanda diz ter sido vítima de 'turbulências forjadas

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, afirmou nesta quarta-feira no Rio que a crise no ministério foi fruto de "turbulências forjadas".

Hollanda tem sido muito criticada por setores alinhados ao ex-ministro Juca Ferreira, que a acusam de estar abandonando a política cultural do governo Lula.

A ministra esteve no Museu Histórico Nacional, no Rio, para marcar o Dia Internacional dos Museus, em meio à 9ª Semana Nacional de Museus, com uma série de eventos em quase mil instituições em todo o país.

"Eu não estou mais preocupada com essa questão das turbulências que foram muito forjadas também. Agora, a imprensa já está compreendendo que houve uma turbulência meio provocada por motivos provocados que não têm nada a ver com a questão cultural. E o importante é que a gente está trabalhando, com um trabalho para o Brasil inteiro que é essa semana de museus. Estamos com vários trabalhos em várias áreas, e o Ministério da Cultura está muito ativo", disse Hollanda à imprensa.

Noticia completa acesse a FOLHA DE sÃO PAULO

sábado, 12 de março de 2011

Crise na gestão foi ‘fabricada’, diz ministra da Cultura

Ao visitar a Casa de Rui Barbosa, palco de desentendimentos com o candidato à presidência da instituição, Ana de Hollanda afirma que episódio ‘faz parte do processo’
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse na tarde desta quinta-feira, 10, que a crise atribuída a sua gestão é “fabricada”. “Não vejo como crise. É parte do processo da cultura. Se você for olhar, o ministério sempre teve crise: a aceitação de um lado, a insatisfação do outro lado”, afirmou a ministra depois de visitar a Casa de Rui Barbosa.
A instituição, vinculada ao ministério, ganhou visibilidade nacional por conta da polêmica em torno do nome do sociólogo Emir Sader, que iria assumir sua presidência. Como ele incomodou a ministra e até a presidente Dilma Rousseff, ao fazer declarações contrárias à ministra, acabou sendo trocado pelo sociólogo Wanderley Guilherme dos Santos, que ainda tomará posse.

FONT: Estadão - SP, por Roberta Pennafort, em 10/03/2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ana de Hollanda critica Lei Rouanet

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, fez críticas ontem à Lei Rouanet, que financia projetos culturais a partir de incentivos fiscais. Ana disse que essa legislação permitiu desvios e não beneficiou o público. A ministra classificou a nova proposta do governo, o Programa Nacional de Fomento à Cultura (Procultura), que tramita no Congresso, como a “nova Lei Rouanet”. Segundo a ministra, a lei atual beneficia mais o produtor e o patrocinador do que o público. — A Lei Rouanet trouxe grandes benefícios, mas alguns desvios aconteceram. E essa questão vai ser sanada. Ao menos, diminuída — disse Ana de Hollanda, em entrevista ao programa “Bom Dia Ministro”, produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido pela NBR TV.


O Procultura transforma o Fundo Nacional de Cultura (FNC) no mecanismo central de financiamento ao setor e cria novas formas de fomento a projetos. A ministra também ressaltou a importância do reconhecimento do direito autoral: — Sou ligada ao mundo da cultura desde que nasci e conheço bem essas demandas, da sociedade e do meio cultural, dos criadores — afirmou. Ao ser perguntada sobre as rádios não darem créditos dos autores das canções executadas, ela repetiu uma queixa histórica do irmão famoso, Chico Buarque, sobre reconhecimento de autoria de música. — Não sei por quê. É uma questão cultural. A rádio anuncia apenas que ouvimos música com fulano de tal e até a música do fulano de tal (que canta mas não compôs). Omitem o autor — disse a ministra, também apresentando exemplo: — Essa música é da Elis Regina, mas ela nunca compôs. Temos que brigar juntos. Isso não é direito autoral, é questão de reconhecimento, de dar os créditos que estão sendo omitidos. É questão de cultura. Temos que receber essa informação.



Alusão ao Creative Commons retirada do site do MinC 



Ainda sobre direito autoral, a ministra divulgou nota, semana passada, na qual afirma que a retirada da referência ao Creative Commons — iniciativa para gerir direito autoral — da página principal do ministério se deu porque a legislação brasileira permite a liberação de conteúdo. “Não há necessidade de o ministério dar destaque a uma iniciativa específica. Isso não impede que o Creative Commons ou outras formas de licenciamento sejam utilizados pelos interessados”. Ana de Hollanda confirmou que o governo pretende construir, nos próximos dois anos, 400 praças do PAC. Ao todo, estão previstas 800 obras desse tipo no governo Dilma Rousseff. São espaços públicos para apresentações de música, teatro, com equipamentos de som e bibliotecas, que serão instalados em locais de alta densidade demográfica. Será um local também para cursos, como pintura e corte e costura, e práticas esportivas. Também prestará serviços sociais a jovens que vivem em condições de vulnerabilidade. A ministra defendeu o Vale-Cultura, também em tramitaão no Congresso, e que distribuirá R$ 50 mensais para o trabalhador gastar com cinema, teatro, música, CD e livros. Ela mencionou também o teatro e reconheceu que o alto custo do ingresso está afastando o público: — O teatro está caindo em desuso pela população média brasileira... O teatro clássico, divulgado com grandes cartazes, atores globais, você pode ajudar a baratear os preços.
Evandro Éboli



Logotipo do veículoO Globo - RJ
28/01/2011 - 09:57



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ana de Hollanda é a nova ministra da Cultura

A cantora e compositora Ana de Hollanda foi escolhida pela presidente eleita Dilma Rousseff para ser a nova ministra da Cultura. Ela será a primeira mulher a assumir a chefia do Ministério da Cultura, concretizando o desejo anunciado por Dilma de ter mais mulheres em cargos de chefia na Esplanada.

Ana de Hollanda esteve em uma sala de reuniões do edifício do BNDES para sua primeira coletiva de imprensa após o anúncio oficial feito pela equipe de transição. O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (22), no Rio de Janeiro.


Na conversa, a futura ministra falou de suas prioridades de gestão e se revelou ainda surpresa com o convite que recebeu da presidente eleita. Ana também reconheceu a qualidade da gestão iniciada por Gilberto Gil e continuada por Juca Ferreira, e destacou especialmente o trabalho realizado em regiões do Brasil onde anteriormente o MinC não atuava. Ela também assegurou que pretende dar continuidade a uma série de políticas culturais já implantadas e destacou a importância da criação do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e da implementação dos Pontos de Cultura como exemplos de ações de fortalecimento da política cultural no Brasil.



"O MinC tem dado prioridade em atender classes desfavorecidas, o que tem proporcionado um grande trabalho de inclusão social. Pretendo aproveitar essas ações e manter a Cultura como fator de inserção social", disse Ana de Hollanda. "Não quero interromper este trabalho bem feito que tem sido desenvolvido pelo Ministério da Cultura, mas é evidente que cada gestor tem uma visão e vai dar suas prioridades ao que for necessário", completou.



Para a futura nova ministra, o centro da cadeia produtiva está na área da criação e destacou que pretende desenvolver um trabalho maior de fomento e difusão dessa área, passando pela música, o cinema, as artes plásticas, o circo, o design, o teatro, a dança, entre outras áreas. Ela também revelou sua preocupação com a diversidade cultural brasileira e pretende trabalhar em parcerias com os diversos setores, focalizando também na integração entre os ministérios.



Quando questionada pelos jornalistas sobre as reformas da Lei dos Direitos Autorais e da Lei Rouanet, Ana de Hollanda afirmou que essas questões continuarão sendo discutidas pelo Ministério da Cultura e acompanhadas por especialistas do setor, que analisarão o que deve ser mantido ou alterado ao longo de sua gestão.



Ana defendeu ainda a inserção da Cultura como fator relevante para elevação do nível social e de conhecimento do brasileiro, e que isso deve ser feito tanto por meio do consumo como da participação criativa. "A cultura é uma necessidade do ser humano prevista na Declaração Universal dos Direitos Humanos, o que naturalmente demonstrará a necessidade de mais verbas para esse setor", declarou.



Trajetória
A Cultura sempre teve uma presença forte na vida de Ana de Hollanda, que vem participando de discussões do setor há pelo menos 30 anos.



Trabalhou no Centro Cultural São Paulo, da Secretaria Municipal de São Paulo, de 1982 a 1985, e chefiou o setor de música do órgão. Foi também Secretária de Cultura do Município de Osasco, entre 1986 e 1988, e diretora do Centro de Música da Funarte (Fundação Nacional de Artes), entre 2003 e 2007, quando teve a oportunidade de reavivar o Projeto Pixinguinha. Na Funarte, Ana de Hollanda também participou do projeto de criação das Câmaras Setoriais e coordenou a Câmara Setorial de Música.



Nos últimos três anos, ela fez parte da diretoria do Museu da Imagem e do Som (MIS), do Rio de Janeiro.



(Texto: Juliana Nepomuceno, Comunicação Social/ MinC)
(Fotos: )